2013-03-28

"Desiderata"



"Desiderata"

"...You are a child of the universe"



Siga tranquilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se que há sempre paz no silêncio.

Tanto quanto possível, sem humilhar-se, viva em harmonia com todos os que o cercam.

Fale a sua verdade mansa e claramente, e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes: eles também têm a sua própria história.

Evite as pessoas agressivas e transtornadas: elas afligem o nosso espírito.

Se você se comparar com os outros, tornar-se-á presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém inferior e alguém superior a você.

Viva intensamente o que já pode realizar, mantenha-se interessado em seu trabalho, ainda que humilde: ele é o que de real existe ao longo de todo o tempo.

Seja cauteloso nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcia, mas não caia na descrença. A virtude existirá sempre.

Muita gente luta por altos ideais, em toda parte a vida está cheia de heroísmo.

Seja você mesmo. Não simule afeição nem seja descrente do amor, porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto ele é tão perene quanto a relva.

Aceite com carinho o conselho dos mais velhos, mas, seja compreensivo aos impulsos inovadores da juventude.

Alimente a força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado e não se desespere com perigos imaginários: muitos temores nascem do cansaço e da solidão.

À despeito de uma disciplina rigorosa seja gentil consigo mesmo.

Assim como as estrelas e as árvores, você é filho do Universo, merece estar aqui, e, mesmo que você não possa perceber, o Universo segue cumprindo o seu destino.

Esteja em paz com deus, como quer que você o conceba. Quaisquer que sejam os seus trabalhos e aspirações, da fatigante jornada pela vida, mantenha-se em paz com sua própria alma.

Acima da falsidade, do desencanto e das agruras, o mundo ainda é bonito.
                                
                                                                   


(Desiderata é um termo do Latim que significa "coisas desejadas". Esse poema-prosa é da autoria de Max Ehrmann, um escritor norte americano que viveu entre 1872 e 1945.)

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